Foi índio tamoio colonial da Aldeia de Angra dos Reis, um povo que controlava um território que ia da atual Bertioga (SP) à região de Cabo Frio (RJ) no Brasil colonial. Este nome significa avós, os antigos ou nossos antepassados, do Tupi “Tamõi”. Foi o principal aliado dos franceses (maíres) da França Antártica, fundada em 1555 na Baía de Guanabara. Fizeram esta aliança para se protegerem dos ataques do cacique Tibiriçá Guaianá, seu genro João Ramalho e Brás Cubas, que buscavam escravos para a lavoura de cana em São Paulo. O cacique Cunhambebe foi um dos líderes da Confederação dos Tamoios (1554 - 1567) junto com outros caciques: Pindobuçú (Aldeia Rio de Janeiro), Koakira (Aldeia Ubatuba e Angaraí), Araraí e Aimberê. Quanto a aldeia de Angra dos Reis foi atacada, Cunhambebe investiu contra as propriedades dos portugueses e em resposta à morte por maus tratos de Kairusu e a fuga de Aimberê das fazendas de Brás Cubas. Neste momento chegaram os franceses ao Rio de Janeiro: Nicolau Durand de Villegaignon, o chefe francês, aliou-se aos Tupinambás para garantir sua permanência no Rio de Janeiro e ofereceu armas a Cunhambebe para lutar contra os portugueses e seus aliados Termiminós. Um surto de doenças, contraído pelo contato com o branco, dizimou centenas de índios em 1555, entre eles Cunhambebe, vitimado pela varíola. Aimberê foi escolhido o novo chefe que se aliou com Tibiriçá para combater peró por três luas, mas os jesuítas convenceram os Guaianazes a abandonar a Confederação e, como resultado, a França Antártica foi destruída pelos Peró e Guaianazes em 1567. A campanha militar continuou até 1575, quando 400 peró e 700 índios convertidos cercaram Cabo Frio por terra e mar, massacraram os Tamoios após a rendição e entrega das armas. Somente o Goytacazes seguiram em guerra por muitos anos ainda. Saiba mais em https://bit.ly/2AVxPvD
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