Os mitos indígenas são narrativas históricas para as culturas que as conservam e difundem. Estas histórias tem função pedagógica para os povos indígenas e contribuem na construção da identidade.
O tema do Jaguarete, onça, é assunto de hoje e a narrativa foi registrada foi Isael Lemes e Jessica de Souza, jovens estudantes da etnia kaiowá da Aldeia Te’ýikue, Caarapó, MS:
Certo dia um homem foi caçar somente com arco e flecha na mão. No interior da mata ouviu um barulho de onça imitando o canto de um pássaro e o jaguarete já estava bravo.
O homem pensou:
- Vou procurar uma planta de sabor amargo e passar em meu corpo, para que a onça não me mate.
Ele achou a planta, bem conhecida entre os índios guarani, passou em todo o corpo e seguiu adiante.
Logo adiante, a onça pulou sobre homem derrubando-o no chão e atacando traiçoeiramente por trás. A onça mordeu o homem, mas logo soltou, olhou bem nele, abaixou a cabeça e foi embora. Nunca tinha encontrada uma caça com gosto tão ruim.
Por isso até hoje, os índios passam no corpo essa planta amarga, meio azeda com cheiro forte e que a onça detesta tanto que não chega nem perto. Só o cheiro já é suficiente para espantar a fera que é a onça.
REFERÊNCIAS E FONTES:
LEMES, Isael. SOUZA, Jessica. Jaguarete ha kuimba’e. Caarapó (MS): 2019.
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